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  Confesso que Capitu

Sinopse | Concepção | Ficha Técnica | Crítica | Fotos |
Proposta Pedagógica
 | Machado de Assis | Clipagem | Mapa de Luz
Contrate | Necessidades Técnicas  | Histórico 

Clip do Espetáculo Confesso que Capitu
Direção: Roberto Birindelli.
Baseado em Dom Cassmurro de Machado de Assis.
Com: Elisa Lucas.
Duração do Clip: 02 minutos e 44 segundos.
Clip produzido por Rafael Bacello.

 

Matéria do Espetáculo no Estação Cultura TVE (2013)

 

Matéria do Espetáculo no Programa Caderno 2 (2013)

 

Sinopse   
 
                                                           Século XXI. Uma mulher procura desvendar o desejo. Sozinha, diante de um computador busca identificar seus anseios. Na teia virtual, entre mitos femininos e histórias de deusas, encontra os olhos oblíquos e dissimulados da mais enigmática personagem da Literatura Brasileira. Capitolina, o signo máximo da mulher desejada, fascina a narradora, que transpõe à sua própria vida o desafio de ser Capitu.

As mulheres se encontram e enredam o público em seu íntimo com sensualidade e graça. Juntos, a narradora e sua parafernália eletrônica, Capitu e os seus, saídos da obra Dom Casmurro, e os espectadores, precisam se desenredar das histórias igualmente entrelaçadas, ultrapassando a dissecada questão da infidelidade da obra, e transformando a ação em uma confissão de sensações.
Essas múltiplas mulheres são construídas pela atriz Elisa Lucas, orientada pelo ator e diretor Roberto Birindelli, também um multiplicador de Personas en Il Primo Miraculo.

O espetáculo é o resultado de uma pesquisa em torno do processo de construção dramatúrgica do ator a partir da transposição cênica de uma personagem literária. Essa construção teve como alicerce o convite da atriz ao espectador para que ele embarque em seu imaginário, instaurando uma relação de intimidade mútua entre artista e público. 

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Concepção  

Atando as Pontas da Vida...
Partindo da metáfora proposta pelo romance, onde Bento  Santiago escreve a obra para atar as duas pontas da vida, as ações de Capitu foram construídas a partir de fios, representando essas pontas, as tramas da vida da personagem, que envolvem visualmente o imaginário do espectador. Para tanto, parte do cenário é composta de fios, que são transformados no espaço cênico.

No monólogo, a atriz se reveza entre Narradora e Capitu, realizando diferentes modulações de energia, focos corporais e vibrações para diferenciar as duas personagens e enfatizar os cinco momentos de Capitu: infância, adolescência, maturidade, maternidade e velhice.

A encenação é construída com recursos simples. No cenário, além dos fios, uma mesa e um computador. Nos figurinos, peças de vestuário feminino que caracterizam momentos de vidas das personagens. 

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Ficha Técnica  

Atuação: Elisa Lucas
Direção: Roberto Birindelli
Dramaturgia: Elisa Lucas e Roberto Birindelli
Seleção de Trilha Sonora: Roberto Birindelli
Iluminação: Jessé Oliveira e Carol Zimer
Projeto Gráfico: Gabriela Mühlbach e Israel de Castro
Fotos: Myra Gonçalves, Nilton Filho.

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Crítica 

“(...)... ressalte-se que a moça tem competência e potencialidade e consegue, com muita naturalidade, prender a atenção de todos ao longo do trabalho... É um bom trabalho que merece aplausos. (...) Antonio Hohlfeldt, Jornal do Comércio, 2004.

"(...) É difícil transpor para o palco uma adaptação inteligente de um livro tão importante e fascinante. Mas Elisa consegue superar essa dificuldade muito bem. Com engenho, Elisa encarna as várias facetas dessa mulher sedutora, infeliz, que detona o conflito psicológico do pobre Bento Santiago.(...)"

Marcelo Frizon, Mestre em Literatura Brasileira, 2008.

A Força de Sansão na Doce Poesia de Capitu

Que feliz sensação ao recordar-me de uma experiência teatral, com soluções muito instigantes do Diretor Roberto Birindelli, encenada de forma precisa e poética pela Atriz Elisa Lucas na qual vi a obra de Machado de Assis transitando na nossa era contemporânea de emails, cyber-romances, relacionamentos virtuais. Tive o privilegio de experimentar momentos de tamanho deleite e pude confirmar o quão dignificante, sutil e delicada é a relação que estabelecemos com o público. O quão poderoso também se tornam as verdades que acreditamos quando nos mostramos frágeis e pedimos socorro através de um afago, nos entregando assim despojados para esse jogo. Isso fica bem claro no momento tão íntimo em que a atriz oferece para o público seus cabelos para serem penteados, enquanto confessa suas agruras e doçuras oferecidas pela vida. Esse momento de mulher forte que entrega o seu sensorial físico e afetivo, como uma filha que sabe o que o futuro a reserva e quer colo, quer compartilhar com uma Mãe, Pai, Bentinho, ou outro ente querido, um momento de confiança e de entrega das suas expectativas e medos de possíveis frustrações sem se preocupar se está suscetível ou desarmada; ficando confiante e sem culpa.
Neste momento de tanta poesia e sutil contato com o espectador um elo estabelecido com segurança e força dessa mulher CAPITU, nos revela claramente o que nos quer dizer o mito de Sansão, que tinha sua força física e sutil estabelecidas pelo comprimento dos seus cabelos, cabelos que conectavam o seu físico e sua capacidade super-humana (poder de superação) através da ligação com a inteligência universal, conexão tão bela que se vê na linda CAPITU, usando a força dos seus cabelos, transformadas em poesia para acessar essa força universal existente no interior de todos nós, que a penteamos ou a vemos sendo penteada, uma catarse que nos revela que a delicadeza e o poder podem ser a mesma coisa, que há uma força tamanha nas revelações que fazemos com poesia, os cabelos são apenas um instrumento, pois mesmo sem eles só podemos colocar abaixo as colunas que atrapalham a visão de novos horizontes se nos mostramos frágeis, sem pudores, se nos mostramos humanos e assim mesmo temos desejo de nos superar.
Nesse momento de divino contato que testemunho e compartilho com fervor a vontade de que essa obra de Elisa Lucas ande por aí, pegue a estrada e espalhe a beleza dessa filha de Machado por todos os cantos do mundo, que seus cabelos sejam penteados por todos os povos.
Vida longa para tão graciosa CAPITU!

Paulo Martins Fontes, Diretor Artístico da Cia Gente Falante – Teatro de Bonecos

Confessa que...

Há mais de cem anos, Machado de Assis criou um mistério: Capitu traiu ou não traiu seu marido Bento Santiago? Há mais de cem anos este livro é lido e há mais de cem anos seus leitores se perguntam a respeito da traição. Ao longo dos tempos, por causa desta indefinição, Dom Casmurro foi entendido de diversas maneiras. Era o relato de uma traição, o relato de uma dúvida, o relato de uma certeza, o relato do ciúme e da insegurança, o relato da sedução... O fato é que, seja qual for a leitura, o livro permanece. E esta permanência é o maior sinal de que Dom Casmurro é uma grande obra. Um livro que se recria a cada nova leitura, nas mãos de cada novo leitor. E o mais surpreendente é que ele é sempre o mesmo, as palavras estão lá e não mudam. Capitu é sempre igual, o narrador não se transforma. O que muda somos nós, que a cada reencontro nos enxergamos de forma diferente nas tramas de Dom Casmurro. Confessa que isso assusta? Confessa que dá medo pensar que daqui a algum tempo o livro vai ser lido de outra forma? Confessa que dá vontade de reler e entender tudo diferente? Confessa? Confesso que Capitu é mais uma leitura, mais um encontro, com o mesmo e com o diferente que há no livro e em cada um de nós. Confesso que vi outra Capitu. Ou será que fui outro Bento Santiago?

Sérgio Fischer, Profº de Literatura Brasileira da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e do curso Pré-vestibular Anglo Fortíssimo, 2004.

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Proposta Pedagógica  

O Espetáculo Confesso que Capitu apresenta um diferencial no aprendizado de Literatura Brasileira em escolas, faculdades e cursos pré-vestibulares, buscando, através da tríade teatro-literatura-escola, aprofundar as discussões sobre a obra de Machado de Assis.

A peça auxilia professores, enriquece o aprendizado, atualizando as questões abordadas pelo autor e possibilitando releituras de um texto clássico. Propõe, ainda, a realização de atividades complementares que podem ser trabalhadas em sala de aula após o espetáculo.

Entre em contato conosco e lhe enviaremos o projeto.

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MACHADO DE ASSIS 

Joaquim Maria Machado de Assis nasceu a 21 de junho de 1839 no morro do Livramento, no Rio de Janeiro. Aos 16 anos já freqüentava a tipografia de Paulo Neto, onde se publicava a revista  Marmota Fluminense, em cujo número de 21 de janeiro de 1858 sai o poema de estréia do autor “Ela”. Machado torna-se revisor e colabora com artigos para jornais. Depois, mantém uma carreira administrativa em órgãos públicos. Em 1897, é eleito presidente da recém-formada Academia Brasileira de Letras. Morre em 1908, a 29 de setembro, no Rio de Janeiro.

Costuma-se dividir a obra do autor em duas fases: a primeira apresenta-o ainda preso aos princípios do Romantismo, sendo por isso chamada de Fase Romântica ou Amadurecimento; a segunda apresenta-o completamente definido dentro das idéias realistas, sendo, portanto, chamada de Fase realista ou de Maturidade. Ele foi romancista, contista e poeta, além de ter deixado peças de teatro e inúmeras críticas, crônicas e correspondências.

Nos textos machadianos, existem algumas características atemporais e universais, ou seja, seu tema está sempre atual e pode ser entendido, encontrando reflexo em qualquer cultura, pois sua principal temática envolve a essência da alma humana, diz Lisa Camargo, Professora de história e Diretora de Teatro.

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Necessidades Técnicas  

(Clique aqui e veja o Press Release do Espetáculo>>) 

Sonorização

  • 1 mesa de som com entrada auxiliar, no mínimo 04 canais;
  • 1 amplificador de som;
  • 1 equipamento de CD ou DVD player (amplificação compatível com o espaço, mínima 220 watts);
  • 2 ou 4 caixas de som 300, 350 watt’s;
  • 1 microfone de lapela para público superior a 300 pessoas.

Iluminação

9 Fresnéis,
14 PC,
1 elipso,
1 PAR (220) #1 (ou 2 (110),
16 canais dimer.

  • Em espaços alternativos:

3 Torres ou Q30,
2 pés de galinha,
14 lâmpadas P.A.R. foco # 5,
2 lâmpadas P.A.R foco # 1,
2 lâmpadas logo light,
1 rack de luz de 12 canais,
1 mesa de luz de 12 canais,
Fiação correspondente a área do local.

Iluminador Responsável: José Vicente Goulart

 E-mail: vicentegoulartiluminacao@gmail.com

IMPORTANTE: Para apresentações em espaços alternativos faz se necessário confirmar se há capacidade elétrica para a ligação do equipamento de luz, evitando danos e problemas durante a montagem. Capacidade mínima: 25000 w , 220 v.

Medidas Mínimas do Espaço: Arena, com diâmetro mínimo de quatro metros, mais espaço  para platéia. Em caso de auditórios ou teatros de palco italiano, coloca-se um semicírculo de duas filas de cadeiras no palco, que junto com a platéia conformam um espaço semicircular  para atuação.  O espetáculo se adapta a diferentes espaços.

Montagem: No mínimo, cinco horas antes do espetáculo.

CENÁRIO:

  • Fios, delimitando a área de atuação;
  • Uma mesa: 1,10m  x  0,60 cm e 0,75 cm de altura;
  • Uma cadeira de madeira; 
  • Uma  cadeira;
  • Duas varas de madeira com 1,80m de altura;
  • Uma mala grande medindo 0,80 cm x 0,40 cm;

DURAÇÃO: 45 minutos.

EM VIAGEM: Transporte, alimentação e estadia (este último, quando necessário) para 4 pessoas.

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